sábado, 23 de agosto de 2014

O que pensamos sobre a II Marcha (Inter) nacional contra o Genocídio do Povo Negro.

Nós, do blog Memórias de Carolina de Jesus não poderíamos nos mostrar indiferentes e silenciados num momento de mobilização como o de ontem e sempre, afinal isso descaracteriza completamente os embates que enfrentamos diariamente para movimentar as discussões sobre a voz negra, ou melhor dizendo, a luta para visibilizar o autor/dono da voz, por vez, marginalizado. 
Sabidamente compreendemos a Marcha como um grito, de inúmeras vozes, até ontem desconhecidas, mas hoje, irmãos de resistência. Nos felicitamos com esta tão bela representação, realidade oriunda da nossa insatisfação com o quadro de violência que enfrentamos cotidianamente. 
Ficamos verdadeiramente orgulhos com a mobilização/manifestação organizada pelos nossos companheiros  e nos integramos a estes e outros movimentos que estão por vir ou já acontecem. 

Sejamos o futuro melhor que desejamos, sejamos a própria mobilização!

Abaixo texto do site: Geledes, a reflexão sobre a II Marcha.
http://www.geledes.org.br/carta-da-ii-marcha-inter-nacional-contra-o-genocidio-povo-negro-luta-transnacional-contra-o-racismo-diaspora-negra-contra-o-genocidio/#axzz3BDky5NzM

sábado, 16 de agosto de 2014

Dando início aos trabalhos!

Olá queridos (as)!



Inspirados nos textos da nossa querida Carolina de Jesus, faremos textos autobiográficos, falando sobre onde nascemos, nossa relação com o local onde moramos/ou nascemos, nossa história familiar, nossas impressões da vida, nossas impressões com os escritos de Carolina, enfim, tudo e mais um pouco sobre quem somos, para vocês que leem nosso blog saibam quem está aqui do outro lado da tela do computador.

Vamos começar com a nossa colega: 

Helena Vitória.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

1º Encontro de Grupos de Pesquisa em Gênero e Raça em Cachoeira (BA)


Temos o orgulho de dizer que vamos apresentar nosso blog  na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no 1º Encontro de Grupos de Pesquisa em Gênero e Raça, organizado pela Coordenadoria de Políticas Afirmativas da PROPAAE a acontecer nos dias 21 e 22 de Agosto de 2014.







Estamos mais uma vez promovendo nossa querida Bitita e iremos a Cachoeira com o Grupo de Pesquisa CANDACES - (UNEB) para mostrar quem é CAROLINA e a contribuição dela para a formação dos leitores.

Fomos ao 1ª ESOEPE, realizado na UFBA e agora vamos ao 1º  encontro de Grupos de Pesquisa, na UFRB.

Viva as estreias! Viva aos primeiros!

E viva as memórias de Carolina de Jesus!


Nos aguardem, estaremos lá.

domingo, 3 de agosto de 2014

I ESoEPE - Encontro Soteropolitano dos Estudantes de Pedagogia (UFBA)

Queridos (as)!

Agradeço a todos (as) pela paciência e pelo carinho em compartilhar, curtir, comentar mais e um pouco mais sobre nossa linda Bitita.

E por ela e por nós, participamos orgulhosamente deste enriquecedor evento, ocorrido entre os dias 31 de julho até 03 de agosto, mais conhecido como hoje!

Nós, do blog: memoriasdecarolinadejesus, estamos profundamente felizes com o resultado do evento para a divulgação do nosso blog.

Por isso, vamos agradecer a todos (as) que ontem, 02 de agosto de 2014, estavam presentes no auditória da FACED e ouviram com respeito e atenção um pouquinho da imensidão do que é Carolina Maria de Jesus em nossa ótica, de estudantes universitários, negros, de periferia e apaixonados por Carol e seus escritos.

Estamos lisonjeados com todo o carinho de vocês e tenho certeza que Carolina agradece.

Mas, sem mais xaveco, estamos postando aqui as fotos do evento, mais especificamente do grupo de trabalho, do banner a respeito do blog e da apresentação no auditório.

Beijokas na alma!!



Antes da exposição oral -  FACED (UFBA).
Fotografia de Vanessa dos Santos.


Antes da exposição oral -  FACED (UFBA).
Fotografia de Vanessa dos Santos.


Antes da exposição oral -  FACED (UFBA).
Fotografia de Vanessa dos Santos.
Exposição oral no auditório.


Exposição oral no auditório.
Exposição oral no auditório.




Respondendo dúvidas e indagações.
Fotografia tirada por Vanessa dos Santos
Queridos companheiros de trabalho.
Fotografia tirada por Nilma Luz.


sábado, 2 de agosto de 2014

APRESENTAÇÃO DO BLOG NA UFBA



No dia 02 de agosto de 2014, hoje, apresentaremos um banner falando sobre o nosso querido blog: memoriasdecarolinadejesus.blogspot.com na Universidade Federal da Bahia no 1º ESOEPE.

Estamos extremamente felizes com esta apresentação pois outras pessoas que ainda não ouviram falar da maravilhosa Carolina vão ter a oportunidade de serem apresentados a ela hoje.
Que Deus abençoe este dia e que os anjos digam amém.

Vamos em frente, nossa Bitita merece.

Mais tarde postaremos as fotos do evento.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Making off do vídeo: Quarto de despejo, criado pela equipe de trabalho.



Nesta produção vocês poderão ver:

  • Erros de gravação;
  • Ruídos no meio da narração;
  • Áudio baixo; 
  • Objetos captados pela lente da câmera totalmente desconhecidos;
  • E mais.
Vamos aproveitar e rir um pouco, rs.




Aproveitamos a oportunidade para deixar claro o quão significativo e enriquecedor é esta experiência, o quanto ficamos felizes em conhecer um pouco sobre a vida e a obra de Carolina.
E a você que nos acompanha, desejamos ter contribuído de alguma maneira para você descobrir mais sobre a Literatura Brasileira e principalmente sobre uma das mais importantes figuras da Literatura Afro-brasileira: Carolina Maria de Jesus, nossa Bitita.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

TRECHOS DE QUARTO DE DESPEJO...



       A partir do vídeo acima apresentamos nossas leituras sobre o trecho da obra - Quarto de despejo: Diários de uma favelada. O trecho escolhido transmite a simplicidade e a dura realidade de Carolina, nos impactando pela clareza dos escritos da autora a partir do contexto social no qual está inserida.
    O trecho narrado, por Nilma Santos, Helena Nascimento e Ednilson Rocha, conta com a colaboração e organização de Sulamita Santos e Tamires Pinho. 


Voltemos ao texto narrado no vídeo:


Quarto de despejo: Diários de uma favelada.



Estes são trechos do diário de Carolina Maria de Jesus, moradora da favela do Canindé, em São Paulo, catadora de lixo e mãe de três filhos. Transcrevemos suas palavras letra por letra, desconsiderando o fato de que ela escreve fora da norma culta e no ano de 1955, antes da Reforma Ortográfica. Todo o diário está publicado no livro Quarto de Despejo, que nomeia a coluna.

20 de julho de 1955
 Deixei o leito as 4 horas para escrever. Abri a porta e contemplei o céu estrelado. Quando o astro-rei começou despontar eu fui buscar água. Tive sorte! As mulheres não estavam na torneira. Enchi minha lata e zarpei. (...) Fui no Arnaldo buscar o leite e o pão. Quando retornava encontrei o senhor Ismael com uma faca de 30 centimetros mais ou menos. Disse-me que estava a espera do Binidito e do Miguel para matá-los, que êles lhe expancaram quando êle estava embriagado.
Preparei a refeição matinal. Cada filho prefere uma coisa. A Vera, mingau de farinha de trigo torrada. O João José, café puro. O José Carlos, leite branco. E eu, mingau de aveia.
Terminaram a refeição. Lavei os utensílios. Depois fui lavar roupas. Eu não tenho homem em casa. É só eu e meus filhos. Mas eu não pretendo relaxar. O meu sonho era andar bem limpinha, usar roupas de alto preço, residir numa casa confortável, mas não é possivel. Eu não estou descontente com a profissão que exerço. Já habituei-me andar suja. Já faz oito anos que cato papel. O desgosto que tenho é residir em favela.
... Durante o dia, os jovens de 15 e 18 anos sentam na grama e falam de roubo. E já tentaram assaltar o empório do senhor Raymundo Guello. E um ficou carimbado com uma bala. O assalto teve inicio as 4 horas. Quando o dia clareou as crianças catava dinheiro na rua e no capinzal. Teve criança que catou vinte cruzeiros em moeda. E sorria exibindo o dinheiro. Mas o juiz foi severo. Castigou impiedosamente.
Fui no rio lavar as roupas e encontrei D. Mariana. Uma mulher agradavel e decente. Tem 9 filhos e um lar modelo. Ela e o espôso tratam-se com iducação. Visam apenas viver em paz. E criar filhos. Ela tambem ia lavar roupas. Ela disse-me que o Binidito da D. Geralda todos os dias ia prêso. Que a Radio Patrulha cançou de vir buscá-lo. Arranjou serviço para êle na cadêia. Achei graça. Dei risada!... Estendi as roupas rapidamente e fui catar papel. Que suplicio catar papel atualmente! Tenho que levar a minha filha Vera Eunice. Ela está com dois anos, e não gosta de ficar em casa. Eu ponho o saco na cabeça e levo-a nos braços. Suporto o pêso do saco na cabeça e suporto o pêso da Vera Eunice nos braços. Tem hora que revolto-me. Depois domino-me. Ela não tem culpa de estar no mundo.
Refleti: preciso ser tolerante com os meus filhos. Êles não tem ninguem no mundo a não ser eu. Como é pungente a condição de mulher sozinha sem um homem no lar.
Aqui, todas impricam comigo. Dizem que falo muito bem. Que sei atrair os homens. (...) Quando fico nervosa não gosto de discutir. Prefiro escrever. Todos os dias eu escrevo. Sento no quintal e escrevo.



OBS.: Aconselhamos o uso de fones de ouvido para melhor captação do áudio.





REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 

    JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2005


sábado, 7 de junho de 2014

Exposição Virtual: Memórias de Carolina de Jesus.

O registro fotográfico compõe parte do trabalho de resgate da memória de Carolina de Jesus, que iniciou nas aulas de Leitura e Produção de Texto da Língua Portuguesa. 
Orientação da docente: Lúcia Leiro.

Objetivo Geral: Apresentar o olhar do grupo sobre a obra – Quarto de Despejo: diários de uma favelada, de Carolina de   Jesus, por meio do registro fotográfico inspirados pelas leituras da escritora, fomos a rua para enxergar a realidade tão bem representada no sentimento pungente dos escritos de Carolina.



CAROLINA DE JESUS: VIDA E OBRA.


TEMA

O presente projeto foi desenvolvido na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) durante as aulas na disciplina Leitura e Produção de Texto: Orientação docente Lúcia Leiro e tem como tema Memórias de Carolina Maria de Jesus.

INTRODUÇÃO

           A autora de Quarto de Despejo: diários de uma favelada nasceu em 1914, em Sacramento, um vilarejo rural no Estado de Minas Gerais e foi à escola apenas até o segundo ano primário. Trabalhou na roça com a mãe, desde muito cedo. Depois, ambas foram empregadas domésticas.  Já em São Paulo, na favela do Canindé, como catadora de papel e mãe de três filhos, viveu sozinha desde 1947.  Publicou seu primeiro livro: Quarto de Despejo, em 1960. O sucesso foi imediato. Vendeu o equivalente, naquele ano, a Jorge Amado. Seu livro foi publicado em 13 línguas, em mais de 40 países até a sua morte.
Seus escritos auto-bibliográficos registram as primeiras denúncias contra o Governo e consequentemente relatam a indiferença dos governantes quanto a população oprimida e marginalizada. É deste contexto que emerge uma das nossas maiores representantes negras na literatura brasileira, marcada por dar a voz aos excluídos e “jogar na cara” da sociedade os próprios “despejados”. Uma realidade pouco explorada no mundo literário, até aquele momento: O real contexto social das favelas.
De acordo com os PCN de Língua portuguesa o domínio da língua, oral e escrita, é fundamental para a participação social efetiva do sujeito, sendo a literatura um suporte indispensável na construção do leitor, por meio da literatura ele faz descobertas  sobre si e o mundo plural, marcado por diversos valores  culturais e  múltiplas maneiras de organização social.
 Partindo deste pressuposto os educadores têm que conhecer e reconhecer a importância da literatura afro brasileira na construção da identidade do aluno, dessa maneira, se faz necessário ressaltar, que o ensino de língua portuguesa e literatura devem ser abordados de forma contextualizada pautado na realidade dos estudantes e contemplando os temas indicados nas diretrizes curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Racial. A obra da autora Carolina de Jesus é um instrumento de acesso a literatura afro-brasileira que ainda continua sedenta de publico, reafirmando a importância deste projeto na divulgação e compartilhamento dos seus escritos de Carolina.

OBJETIVO GERAL:

Investigar e compartilhar por meio de um blog a biografia e as obras da escritora Carolina Maria de Jesus, busca-se destacar a confirmação de sua voz autoral no contexto da literatura brasileira e salientar a relevância de suas obras para a formação do leitor critico.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Apresentar uma breve biografia da poetisa;
Conhecer o gênero textual da autora;
Analisar a relevância dos escritos de Carolina no contexto social e de gênero;
Valorizar a força da voz autoral marginal;
Compreender como os escritos de Carolina contribuem para a formação do leitor;
Construir de um blog para fins de compartilhamento das memórias da autora;
Realizar  uma exposição virtual com inspiração nas obras da autora. 
   
JUSTIFICATIVA:

O grupo composto por: Sulamita Santos, Helena Santos, Tamires Pinho, Ednilson Rocha e Nilma Santos, compreendeu após ampla discussão a relevância das narrativas de Carolina de Jesus para auxiliar na construção de uma identidade cultural étnica do leitor e reconhecimento de uma literatura marginal feminina no Brasil.



A escolha do tema memórias de Carolina de Jesus é, sobretudo uma intenção de homenageá-la  no ano  do seu  centenário com a divulgação de suas memórias para o publico, seus escritos ainda vive, então uma invisibilidade editorial, assim como outros escritores a exemplo de Lima Barreto, pertencente a literatura afro brasileira, este silenciamento literário está presente nas obras de Carolina de Jesus, diante disso a importância de ampliar as pesquisas e  divulgar suas obras.
As narrativas de Carolina sobre o cotidiano, dilemas, amores, Sonhos e desafios de ser uma escritora que carregava a cor da noite despertou na equipe uma identificação com a autora, uma vez que as vivências do grupo estão carregadas de histórias que se assemelham  com seus escritos.

METODOLOGIA



Pesquisa bibliográfica desenvolvida a partir de materiais publicadas em livros, artigos, dissertações e teses acerca do tema, visita á campo, registro textual e audiovisual (vídeo e fotografia, blog).

REFERENCIAL TEÓRICO:

O presente trabalho tem como fundamentação teórica o PCN de língua Portuguesa, o conceito de linguagem de Bakhtin, gêneros textuais e os escritos de Carolina.

GÊNERO TEXTUAL:
  
Destacarmos os gêneros: Diários, memória, autobiografia, romance, poema, carta e bilhetes identificados pelo grupo, no artigo História de vida, produção literária e trajetórias urbanas da escritora negra Carolina de Jesus, autoria de  José Carlos Gomes da Silva ele descreve detalhadamente os diversos gêneros textuais presentes na obra da autora.

VOZ AUTORAL:

Mestre em Teoria da Literatura, ênfase em Literatura Brasileira,   Christiane Toledo, V. S. em sua tese “O estudo da escrita de si nas obras de Carolina Maria de Jesus: a célebre desconhecida da literatura brasileira’’ confirma a voz autoral marginalizada de Carolina de Jesus. A socióloga Vilma Reis integrante do Coletivo Carolinas reafirma a voz autoral da escritora e a importância da divulgação dessa grande autora.

sábado, 31 de maio de 2014

Outras Carolinas de Jesus


Ana Maria Gonçalves

Criadora de duas obras, essa mineira, que também é publicitária, conquistou o prêmio Casa de las Américas, com uma obra baseada na vida de uma ilustre negra, Luiza Mahim, que gerou um dos maiores ícones da advocacia brasileira, Luiz Gama. Se dedica também a fazer artigos relacionados ao racismo e ações afirmativas de promoção à igualdade social.

sábado, 17 de maio de 2014

Nossa criação

Blog criado na aula de Leitura e Produção de Texto da Língua Portuguesa, sob a orientação da docente Lúcia Leiro, com o propósito de resgatar as memórias de uma artista oriunda das classes mais baixas da sociedade. De gênio inconfundível, sua vida foi repleta de paradoxos os quais permitem que sua história seja apreciada sob vários aspectos.